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Selo do Centro Excursionista BrasileiroConquistasCentro Excursionista Brasileiro
Caminhada

Agulha do Imbé

Parque Estadual do Desengano, Trajano de Moraes, RJ, Brasil

Classificação do percurso

Pesada

ClassificaçãoPesadaDe 6 a 8 h · até 24 km · 800–1200 m (+) e 1200–2000 m (−) · muitos ou grandes obstáculos · piso irregular, com trechos em que é preciso usar as mãos
Exposição ao riscoModeradoLesões médias, com tratamento médico. Probabilidade pequena de acidente grave
OrientaçãoModeradoPouca ou nenhuma sinalização, algumas bifurcações, leito ainda definido ou com poucos trechos mal marcados
InsolaçãoMédiaDe 33% a 66% do caminho com exposição ao sol
Tipo de percursoTrilhaIda e volta pelo mesmo caminho

Como registrado na fonte: Caminhada Pesada

Data da conquista
22 de junho de 2014
Percurso
Duração
Desnível
1.170 m (+) / 1.145 m (−)

Fotos

Tracklog do percurso

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Distância
15,5 km
Ganho
1.170 m
Perda
1.145 m
Altitude mín.
147 m
Altitude máx.
1.238 m

Perfil de elevação

14769312380 m3,5 km7,0 km10,5 km14,0 km

O percurso

Tentamos conseguir um lugar na Escola Estadual Fazenda do Futuro. Seu Francisco e Dona Gilda se mostraram arredios e nos indicaram Seu Sebastião cujo apelido é Taco. A casa que ele dispunha estava aguardando um pessoal de Rio das Ostras chegar. Ainda sim nos deixou usar a varanda e o tanque. Berardi dormiu a primeira noite na barraca montada no pasto sozinho. Eu dormi nos bancos da varanda e Thiago na mesa. No dia seguinte, como o mal tempo persistia, o grupo ligou avisando que não viria. Seu Taco nos ofereceu a casa para ficar. Bem mobiliada com sofá, geladeira, freezer, fogão e televisão esta foi construída só para hóspedes. Praticamente só dormimos dentro da casa. Pois, para não sujarmos muito, fazíamos nossa bagunça do lado de fora. O banheiro só tem banho gelado. Como prova de agradecimento pela hospitalidade demos R$ 50,00. Telefone rural de contato: 992733763. No primeiro dia fomos confirmar a existência da estrada de terra que conduzia a montanha. Vimos pelas imagens de satélite. Andamos pelo pasto debaixo de uma chuva fina até a mata. Embora estivesse chovido durante a noite e o dia amanhecesse carregado partimos para excursionar. Na enorme fazenda encontramos o caseiro Jobson e seu filho Francisco. Francisco relatou a existência de uma antiga trilha na mata. E o máximo que chegou na agulha fora na base da pedra. Berardi para conseguir um acampamento avançado sondou a possibilidade de ficarmos na propriedade. Seu Jobson assentiu com um dos quartos do enorme casarão abandonado. Fomos pelo pasto até as bananeiras tomando um pouco de chuva. Ao entrarmos na mata encontramos a antiga trilha da mata. Esse caminho escoava madeira de lei da floresta. A que tudo indica possuir uma mata primária. Esse trecho aberto havia caído do céu. Avançamos bastante para um primeiro dia de desbravamento. Em princípio acreditávamos estar subindo por uma elevação. Mas ao percebermos que o topo nunca chegava notamos que a crista poderia se unir a Agulha. O nevoeiro embaçava nossa visão. Perdemos a noção do desnível. Só tínhamos visão para a vegetação que nos possibilitaria a ascensão pela parede inclinada. Berardi antecipou sua volta quando a chuva apertou. Thiago e eu continuamos até o ponto que parecia estarmos a cinco minutos do ponto culminante. Combinamos de voltarmos no dia seguinte com o Berardi. A chuva caía na pele que ardia pelos inúmeros arranhões causados pela da hostil vegetação. Cada bandeirante carregava no corpo um ou dois espinhos de tucum. Ainda sim estávamos exultantes pelo feito. Embora tivesse chovido mais uma vez a noite o dia nasceu promissor. E lá fomos nós: com os sapatos encharcados e as meias beirando a podridão. Os braços e pernas todos furados pelas enormes bromélias espinhentas do paredão. Passamos mais uma vez por cada trecho que havíamos conquistado. Pasto, bananeiras abandonadas, trilha de extração de madeira, subida da elevação, colo com a bela mata, início da subida até a base do paredão. E sem o nevoeiro quase tombamos ao notar que o desnível é descomunal. Mas o passo é dado de cada vez. Bromélias e clúsias escorregadias, matinha, bromélias espinhentas, gramíneas, matinha, laje que nesse momento escorria pouca água, ponto em que ontem paramos (acreditávamos que o cume estava perto)…ops! Mexendo em nossos brios ainda há o que subir e abrir. E incansavelmente só paramos no cume. Embora a vista estivesse parcialmente encoberta podemos deslumbrar a Pedra Verde, a Pedra do Desengano, Cinco Pontas…E uma sensação de triunfo penetra em nossos corações. Conseguimos.

Observações

Conquista realizada em 19 a 22/06/2014.

Registrado em 01 ago 2026 · última revisão em 15 ago 2026. Acervo do Centro Excursionista Brasileiro.