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Caminhada

Cume Oeste dos Castelinhos e Alto dos Ventos

Santo Aleixo - Parque Nacional da Serra dos Órgãos · PNSO, Magé, RJ, Brasil

Classificação do percurso

Pesada

ClassificaçãoPesadaDe 6 a 8 h · até 24 km · 800–1200 m (+) e 1200–2000 m (−) · muitos ou grandes obstáculos · piso irregular, com trechos em que é preciso usar as mãos
Exposição ao riscoSeveroProbabilidade média de lesões de gravidade moderada a alta
OrientaçãoDifícilSem sinalização, muitas bifurcações, trechos de mata fechada ou laje com traçado tênue. Exige mapa e bússola ou GPS
InsolaçãoMédiaDe 33% a 66% do caminho com exposição ao sol
Tipo de percursoTrilhaIda e volta pelo mesmo caminho

Como registrado na fonte: Pesada

Data da conquista
18 de maio de 2015
Percurso
Duração
Desnível
2.047 m (+) / 1.849 m (−)

Fotos

Tracklog do percurso

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Distância
19,3 km
Ganho
2.047 m
Perda
1.849 m
Altitude mín.
160 m
Altitude máx.
1.447 m

Perfil de elevação

16080414470 m4,4 km8,9 km13,3 km17,8 km

O percurso

CASTELINHOS CONQUISTA DO CUME OESTE E ALTO DAS NUVENS

Data: 16 a 18 de maio de 2015 Localização: Santo Aleixo - Magé - Rio de Janeiro Alto das Nuvens - Coordenadas: 23 K 701015 / 7510369 e altitude: 1.456 m. Castelinhos Cume Oeste - Coordenadas: 23 K 700730 / 7509921 e altitude: 1.304 m.

Participantes: Cláudia Bessa (guia) Filipe Gomes Alvarenga Francesco Berardi (guia) Thiago Haussig

- Horários:

Data: 16/05 Saída: 8:13. Altitude: 180 m. À Direita trilha da travessia para Guapimirim: 8:27. Sítio do Seu Antonio, à esquerda: 8:40. Coordenadas: 23 K 702531 / 7507674 e altitude: 271 m. Direita pela estrada: 8:44. (À esquerda trilha contornando o sítio por fora). Porteira: 8:46. Segunda porteira: 8:50. Sítio: 8:57/9:10. Esquerda pela trilha por fora: 9:16. Junção das trilhas: 9:06. Direita: 9:17. Direita (esquerda trilha para Jacutinga): 9:28. Bifurcação: 9:32. Água: 9:49. Direita: 9:55. Armadilha Fotográfica: 10:41. Bifurcação direita: 10:44. Primeiro desbarrancado: 10:50. Segundo desbarrancado: 10:53. Água: 10:57 / 11:01. Travessia de rio 1: 11:22. Altitude: 691 m. Travessia de rio 2: 11:53 / 12:26. Esquerda: 12:39. Lapa: 13:30. Travessia de rio 3: 13:32. Gruta de caçador/acampamento: 13:58. Coordenadas: 23 K 701675 / 7510702 e altitude: 968 m. Saída da Gruta de caçador/acampamento: 14:39. Trecho de corda e última água (encostamos no paredão): 15:24. Altitude: 1.108 m. Local em que deixamos o material: 16:38. Trecho de corda e última água: 17:00. Chegada: 17:20.

- Data: 17/05 Saída da Gruta de caçador/acampamento: 6:42. Trecho de corda e última água: 7:12/ 7:45. Crista coberta de bromélias: 7:58. Local em que deixamos o material no dia anterior: 8:19. Crista descoberta: 8:48. 1.390 m de altitude. Cume do Alto da Nuvens: 9:24. Coordenadas: 23 K 701015 / 7510369 e altitude: 1.456 m. Ponto de retorno da crista da última vez: 9:47. Colo: 11:09. Altitude: 1.306 m . Mirante de pedra: 12:06 / 12:44. Coordenadas: 23 K 700804 / 7510018 e altitude: 1300 m. Saída da crista - descida: 12:52. Base da pedra: 13:09. Altitude: 1.287 m. Corda: 13:30. Castelinhos Cume Oeste: 13:44 / 14:10. Coordenadas: 23 K 700730 / 7509921 e altitude: 1.304 m. Corda: 14:22. Material de grampeação malocado na laca: 14:26. Base da pedra: 14:29. Retorno à crista: 14:35. Colo: 11: 14:44. Cume do Alto da Nuvens: 15:35 / 15:49. Fim da crista descoberta: 16:00. 1.390 m de altitude. Base do paredão e trecho de corda: 17:22 / 17:27. Chegada: 17:54.

- Data: 18/05 Saída da Gruta de caçador/acampamento para Agulha dos Italianos: 6:42. Travessia de rio: 6:49. Cachoeira: 8:24. Ponto de retorno: 9:40. Altitude: 1.197 m. Cachoeira: 10:13. Travessia de rio: 10:34. Gruta de caçador/acampamento: 10:37 / 10:45. Travessia de rio 3: 10:56. Travessia de rio 2: 11:27. Travessia de rio 1: 11:39. Último desbarrancado: 11:54. Armadilha Fotográfica: 12:01. Água: 12:17. Junção das trilhas: 12:59. Segunda porteira: 13:04. Porteira: 13:09. Sítio do Seu Antonio: 13:16. Trilha da travessia para Guapimirim: 13:30. Chegada: 13:45.

- Comentários: Partimos do Rio de Janeiro o último a ser pego foi Thiago por volta das 6 h. Paramos para tomar o café da manhã numa padaria recém inaugurada em Andorinhas. Estacionamos num larguinho da Rua Cabo Frio. Que por ser de terra sofre com a falta de manutenção. Redistribuímos o peso e colocamos a mochila carqueira prontos para a aventura. O que é a materialização de um sonho acalentado por anos? Imaginado tantas vezes como chegar aos cumes das pedras que despontam na crista. Era passar pelo posto da polícia federal após o pedágio de Teresópolis e a vista desviar para as montanhas do parque. Tentar vislumbrar a crista e a vista se fixar ali. Ver os anos passarem e o peso da idade tornar as coisas mais difíceis. Castelinhos são um conjunto de pontões (torres) que permeiam uma crista do lugar. Do cume dessa montanha as torres são imponentes. Seu Antonio, morador do penúltimo sítio, já tinha descido para as compras. Sua filha nos deu licença para passar. Seu Ademir caseiro do último sítio nos recebeu efusivamente. Estava aparando a grama e até nos solicitou fotos tiradas da montanha. As porteiras desse pedaço do paraíso precisam ficar fechadas mas não trancadas. A armadilha fotográfica, colocada pelos biólogos da UFF, para monitorar a existência de mamíferos de grande porte no local fora removida. Como sempre ao deixarmos a trilha das Duas Vertentes através picada para gruta torna-se imprecisa. Há momentos bem marcada e outros em que some completamente. Por estarmos pesados na ida sempre deixamos para melhorar na volta. E invariavelmente na volta estamos bem cansados para ainda marcarmos alguma coisa. Bivacamos na gruta que estava surpreendentemente limpa. O lixo foi queimado. Alguém além de nós tem dormido ali. Há muitas panelas, lamparina, querosene, lenha e até chinelos de dedo. Há um rio maravilhoso próximo. A água da cachoeirinha é muito gelada. E o vento sopra pelo vale. Marcamos em maio época da estabilidade do tempo. Nem tão estável assim. No primeiro dia as nuvens baixas precipitavam no fim de tarde. Por um instante a incerteza do sucesso nos assaltou. Mas ainda assim largamos parte da equipagem pesada na trilha: as três cordas, marreta, grampos, pitons e o material pessoal de escalada do Filipe. Berardi ficara na gruta dando um jeito no nosso bivaque. Andamos até encostarmos nos dois paredões: a frente o da Agulha dos Italianos e do esquerdo ao do Alto das Nuvens. Ali sobe-se pela escorregadia laje agarrando-se a bulbos e clúsias. Como a geografia do paredão não nos permite criar, logo, estamos na mesma trilha de cinco anos atrás. O Alto das Nuvens foi conquistado no feriado de sete de setembro de dois mil e dez. A subida incessante se faz por trechos de mata boa. A vegetação é tranquila para abrir. O pior é a subida acidentada. Isso inclui passagem pelos troncos das árvores. Adiantamos bem os trabalhos e retornamos no fim da claridade acompanhados por uma chuva fina. O angu já estava quase pronto. O rio estava menos gelado do que nós esperávamos. Apenas Thiago não quis arriscar. Do jeito que chegou apagou. Nem esperou a janta e o vinho. O céu clareou vermelho sangue. Levantamos bem cedo, ainda estava escuro, pois o dia iria ser cheio. A vista do Alto das Nuvens é inédita! Nem da Agulha dos Italianos é assim. É de tirar o fôlego. Um pouco antes do cume Thiago trepa em uma árvore e fotografa o objetivo. Parada para discutirmos mais uma vez o percurso. As possibilidades podem ser inúmeras. Apenas uma levará à difícil crista com as torres. Por várias vezes usando os recursos disponíveis: fotos de vários lugares e ângulos, tracklog, google maps, imagens de satélites e cartas do IBGE especulamos formas de abordagem aos cumes. Contrariando as expectativas não sou enfática dessa vez. Simplesmente digo qualquer tentativa é válida. Se não for ali, eliminamos uma possibilidade e recomeçamos do zero novamente. Felizmente somos experientes para não nos deixar abater. Levantamos o facão e vamos em frente sem medo de errar. A cada momento alternamos as propostas de soluções e tarefas. Num sincronismo e integração sem muita falação. O tempo é curto e a crista longa e desafiadora. Ao descermos em direção aos Castelinhos as nuvens cobrem as torres. Vamos pela mata da linha de cumeada. Como ninguém nunca passou a vegetação é cerrada. Dos troncos pendem imbés e o tom rosa suave da flor de maio. Subimos a pedra mirante e um empasse se faz. Refletimos em bater um grampo para descermos até o colo da próxima elevação. Nisso Thiago larga o peso do material de grampeação, retorna um trecho da trilha, desce a encosta e segue paralelo a crista até surgir mais a frente no colo. Nos juntamos a ele abrindo caminho e carregando o peso. Pulamos uma das elevações para subir a última: cume oeste. As nuvens sobem, percebemos que o cume que pulamos é o principal e quase todo em pedra. Emocionados nos cumprimentamos planejando uma outra investida para ascender ao outro cume. Na volta Filipe maloca o material de grampeação numa laca de pedra no lugar em que pulamos a subida da torre maior. Utilizamos corda na saída do grotão (15 metros em dupla) e num pequeno trecho da trilha (6 metros). Para a via de escalada uma corda de 28 metros é o suficiente. No dia seguinte enquanto Filipe e Berardi arrumavam tudo e partiam. Atravessava o rio da cachoeirinha, subia pela crista que nasce entre os dois rios, acompanhando Thiago na reabertura da trilha para Agulha dos Italianos. O tempo amanheceu fechado e em breve as nuvens cobriram tudo. Rendemos bem até as lajes. Retornamos para juntarmos aos nossos companheiros guerreiros.

Observações

Fonte / código de biblioteca: 3884

Registrado em 01 ago 2026 · última revisão em 18 ago 2026. Acervo do Centro Excursionista Brasileiro.