Jacutinga
Magé · PNSO, Magé, RJ, Brasil
Classificação do percurso
Pesada
Como registrado na fonte: Caminhada Pesada
- Data da conquista
- 21 de janeiro de 2013
- Percurso
- —
- Duração
- —
- Desnível
- 1.661 m (+) / 1.631 m (−)
Fotos
Tracklog do percurso
Baixar Tracklog- Distância
- 12,8 km
- Ganho
- 1.661 m
- Perda
- 1.631 m
- Altitude mín.
- 145 m
- Altitude máx.
- 1.231 m
Perfil de elevação
O percurso
Horários e Comentários:
Saída da Casa do Seu Ademir: 08:30. Coordenadas: 23K701805/UTM7506634, altitude: 160 m. Sítio do Seu Antônio: 09:06. Coordenadas: 23K702517/UTM7507645, altitude: 265 m. Descer à esquerda, fim da estrada e início da trilha: 09:08. Travessia de rio: 09:12. Travessia de rio: 09:13. Travessia de rio: 09:15. Direita: 09:28. Esquerda, descendo pro rio: 09:38. Altitude: 353 m. Travessia de rio para esquerda: 09:56. Chegada ao acampamento na gruta: 10:01. Coordenadas: 23K701964/UTM7508641, altitude: 411 m. Saída para prosseguir abrindo caminho: 11:00. Ponto de retorno: 16:05. Coordenadas: 23K701345/UTM7509520, altitude: 918 m. Chegada: 18:14 - 20/01-
Saída: 7:47. Direita: 7:49. Travessia de rio: 7:50 Travessia de rio: 7:58. Direita: 8:18. Gruta: 8:24. Travessia de rio: 08:56. Travessia de rio: 09:04. Travessia de rio para direita: 09:12. Altitude: 552 m. Laje: 09:41. Altitude: 698 m. Ponto de retorno do dia 19/11/12: 9:50 Altitude: 753 m. Ponto de retorno do dia 19/1: 10:22. Altitude: 918 m. Pedra mirante: 11:41. Coordenadas: 23K701536/UTM7509626, altitude: 1.015 m. Cume da Jacutinga: 14:20 / 14:32. Coordenadas: 23K701690/UTM7509867, altitude: 1.228 m. Pedra mirante: 15:30. Ponto de retorno do dia 19/1: 13:50. Laje:16:27. Último rio da subida: 16:53 / 17:30. Travessia de rio para direita: 17:42. Travessia de rio: 17:49. Travessia de rio: 19:11. Chegada: 19:14.
- 21/01-
Partida da gruta ninho: 9:13. Travessia de rio: 9:23. Trilha original, entrada no desvio: 09:40. Travessia de rio: 09:52. Travessia de rio: 9:53. Travessia de rio: 9:55. Cerca e calçamento de pedra: 10:05. Sítio do Seu Antônio: 10:10. Casa do Seu Ademir: 10:36..
Comentários:
Esse é um lugar além de belíssimo instigante. As montanhas são guardadas pelas serras. A mata nebular como uma mulher caprichosa descortina os cimos a seu bel prazer. Os rios formam uma verdadeira teia que pode nos prender. O emaranhado de trilhas serve de morada a inúmeros insetos. Ao passarmos sentimos suas vorazes picadas. Ficamos na mesma gruta da última vez. Apenas melhoramos o acesso atravessando o rio em frente a ela. Como queríamos nos livrar do peso das mochilas cargueiras preferimos esse sítio por ser o mais próximo da casa do Seu Antônio. Devido às chuvas mostrou-se adequado ao propósito: seco e seguro. Tentamos repartir todo o peso. Isso envolve dividirmos a barraca e a comida pra quatro. Ao chegar à enorme gruta colocamos os itens perecíveis no rio. A gruta só tem um inconveniente: o solo é de pó de quartzo. Que se desfaz ao pisarmos. O primeiro dia choveu rapidamente. Aproveitamos para checar o trajeto e avançarmos mais um pouco. Berardi preferiu ficar. Organizou o acampamento, arrumou o material para o dia seguinte, fez a polenta com frango e até um delicioso café na eterna cafeteira italiana. No dia seguinte partimos pela trilha seguindo a lógica de irmos o máximo possível paralelos ao rio. Atravessando-o sempre que o percurso mostrava-se acidentado. Como estamos numa altitude baixa e em mata úmida a temperatura é alta. Em uma hora de caminhada não sabemos se estamos molhados pela vegetação ou pelo suor que escorre do corpo. Após o último rio a subida íngreme é escorregadia. Há momentos que a vegetação ajuda e em outros a inclinação diminui. Mas o tempo todo é obrigado a seguir pela crista. Numa subida incessante. Quando nos aproximamos de um enorme bloco de pedra a beira do precipício as nuvens se levantam e podemos ver o que ainda estar pó vir. Ë quase uma escalada. O paredão vertical coberto por uma frágil vegetação nos serve de agarras. A chuva começou a cair nos momentos finais de chegada ao cume. Pingos fortes desabavam sobre nossas cabeças. Continuamos abrir caminho para termos certeza de estarmos na parte mais alta da Jacutinga já que tudo estava envolto por nevoeiro. Desse momento em diante a água do céu torna-se um obstáculo a mais. Há pequenas aberturas na cerração que nos deixam perceber a beleza estonteante da natureza. O rio Santo Aleixo que na ida atravessávamos com facilidade agora estava extremamente ameaçador. Exigiu um trabalho de equipe. Improvisamos uma “correntinha” humana para ajudarmos uns aos outros na travessia de uma margem a outra. Mesmo não tendo absoluta certeza de termos atingindo o ponto mais alto não esmorecemos. Temos conhecimento que para conquistar os picos ser uma tarefa difícil e que somos umas das poucas pessoas talhadas para essa tarefa. A noite comemoramos a excelente conquista. Percebemos a possibilidade de continuar pela Jacutinga para atingirmos a crista ao lado. Cujos pontos de elevação são pedras de formato característico que Berardi denominou de Castelinhos.
Observações
Fonte / código de biblioteca: 3879
