Pedra 20 de Abril
Pedra 20 de Abril · Viera, Teresópolis, RJ, Brasil
Classificação do percurso
Pesada
Como registrado na fonte: Caminhada Semi-pesada
- Data da conquista
- 20 de abril de 2002
- Percurso
- —
- Duração
- —
- Desnível
- 1.834 m (+) / 1.711 m (−)
- Conquistadores
- Cláudia BessaFrancesco BerardiJosé Carlos de Oliveira
Fotos
Tracklog do percurso
Baixar Tracklog- Distância
- 5,1 km
- Ganho
- 1.834 m
- Perda
- 1.711 m
- Altitude mín.
- 1.111 m
- Altitude máx.
- 2.022 m
Perfil de elevação
O percurso
HISTÓRICO DA EXCURSÃO: Por ocasião da exploração à Pedra do Paquequer uma crista do lado esquerdo nos chamou a atenção, fotografamos e quando retornamos da Pedra conversamos com o Sr. Creude. Ele nos contou que desde que mora ali (a mais de quarenta anos) nunca viu e nem ouviu alguém que tenha subido nela. Decidimos que retornaríamos ao local para fazermos o feito. No dia vinte de abril seguindo pela estrada Teresópolis-Friburgo, em direção à Nova Friburgo, passamos por Lúcios, entramos à direita onde há uma placa escrita: “Condomínio VOLENDANS FARM”, na localidade de Vieira. Seguimos por essa estrada de terra batida pela via principal até a propriedade do Seu “Creude” ao sopé da Pedra do Paquequer. Deixamos o carro num galpão de couve-mineira debaixo de uma chuva fina. Iniciamos nossa jornada às 10:30, coordenada: 23K0732798/UTM7532841, altitude: 1.508 m. Caminhamos pelo pasto paralelo a cerca até penetrarmos na mata às 11:02. Seguimos meio que reto, abrindo uma trilha no meio das samambaias invasoras e capim, até a base da crista. Às 12:00, coordenadas: 23K0732791/UTM7532713, altitude: 1.604 m ainda não tínhamos a visão do nosso objetivo. Às 12:40 subimos por uma encosta rochosa bastante inclinada. Atenção às pedras estão soltas (há necessidade de se levar corda para um grupo). Às 13:40, com muita fome, chegamos a um pré-cume coordenada: 23K0732786/UTM7532486, altitude: 1807m. Notamos a ocorrência de um incêndio no passado. A vegetação pobre é lentamente substituída por campos de altitude. Bromeliáceas, orquidáceas, Chuquea pinifolia. ocupam seus espaços. Às 14:05, finalmente conseguimos ver o nosso objetivo, precisávamos parar para lanchar e estudarmos melhor a logística da empreitada. O tempo continuava encoberto: com nuvens baixas e serração. Estabelecemos um horário limite para continuarmos à caminhada. Vale lembrar que a crista é composta por cumes de pedra, intercalados por intervalos de separação que não conseguíamos ver, do ponto em que estávamos parados, se havia uma ligação viável. Coordenadas: 23K0732739/UTM7532413, altitude: 1.877 m. Prosseguimos abrindo caminho às 14:27. Às 15:00 estamos na primeira elevação, coordenada: 23K0732752/UTM753199, altitude: 1.925m. Berardi passa por uma diminuta cobra (cerca de 40 cm de comprimento) que apesar do tamanho levanta a cabeça e o ameaça. Seguimos, sem mexer com ela, por essa crista onde nascem dois rios. De braços dados o trio trinâmico atinge a segunda elevação às 15:15, e vemos que o ponto mais alto fica mais adiante. Coordenada: 23K0732707/UTM7532115, altitude: 1.942m. Passamos “batidos” por outro cume. Coordenada: 23K0732567/UTM7532147, altitude: 1.982m. Sem esmorecermos chegamos entusiasmados ao cume virgem. São 15:40. Meus grandes amigos resolvem honrar-me nomeando a montanha com a data do meu nascimento: PEDRA VINTE DE ABRIL. Eles são lindos! Coordenada: 23K0732384/UTM7532168, altitude:2.204 m pelo GPS. O altímetro do Berardi acusa 1.993 m. Uma curiosidade: nesse dia ocorreria um fato astronômico raro um alinhamento de planetas. O próximo alinhamento só irá se repetir daqui a quarenta anos. E coincidentemente o céu começou a limpar e à medida que íamos descendo um belo pôr do sol se fez. À noite nos pegou no trecho final pelo pasto. O céu estava estrelado e a lua a iluminava nossas cabeças. 16:10 - Saída do cume. 16:17 - Cume de 1.982 m. 16:20 - Cume 1.942 m. 16:30 – Cume 1.925 m, passamos com cuidado nesse cume (1.925 m) por causa da cobra. 16:43 – Local do lanche. 16:50 – Começo da descida pela encosta rochosa. 17:47 – Base da crista. 18:37 – Chegada ao carro.
Observações
Fonte / código de biblioteca: 3803 Relatório de 2012
Horários e Comentários:
Saída da casa azul, atravessar a rua e subir à esquerda: 09:00.Altitude: 1.121 m. Esquerda: 09:12. Atravessar a cerca pelo canto esquerdo: 9:21. Coordenadas: 23K0732935/UTM7533366, altitude: 1.261m. Travessia da segunda cerca: 09:25. Fim do pasto e início da trilha (atravesse a cerca): 09:49 / 10:04. Coordenadas: 23K0732798/UTM7532915, altitude: 1.513m. Início da matinha: 10:16. Fim da matinha / deslizamento: 10:18. Lajes: 10:40. Altitude: 1.657 m. Bifurcação à esquerda pelas pedras soltas / à direita pela laje com corda: 10:48. Crista (ponto de que retornamos em 1 julho): 11:32. Coordenadas: 23K0732740/UTM7532345, altitude: 1.845m. Cume: 13:16. Coordenadas: 23K0732385/UTM7532179, altitude: 2.020m. Saída: 14:16. Crista: 15:09. Início da descida com a corda: 15:40 / 16:10. Matinha / fim do deslizamento: 16:48. Fim da trilha e início do pasto: 16:34 / 17:00.
Travessia da penúltima cerca: 17:18. Travessia de cerca: 17:24. Chegada: 17:45.
Comentários –
Com carros comuns preferimos não arriscar pela íngreme estrada de terra. Deixamos os carros no gramado da casa azul. O morador da casa verde gostaria muito que nós o levássemos na próxima vez. Atravesse a cerca pelo canto esquerdo. Tem como desfazer o arame farpado. O início da caminhada é por um pasto seguindo em direção a mata. Ao encostarmos-nos à mata, atravessamos a cerca e seguimos uns 50 metros paralelo a esta. Logo viramos à esquerda abrindo caminho pelas samambaias e bambus. Na mata segue-se subindo suavemente pela esquerda até o deslizamento. Esta área sofre constantes queimadas por isso a vegetação é de capim e samambaias invasoras. Continuamos a contornar pela esquerda subindo até chegar a um imenso deslizamento intransponível. Subimos por uma lombada íngreme de capim gordura. Esta dividi-se em duas faixas: uma com pedras soltas mas viável para andarmos e outra que resulta em um paredão. Temos uma vegetação de campos de altitude misturada com samambaias invasoras. Continuamos abrindo caminho da crista de onde retornamos até o cume. Surpreendentemente a vegetação torna-se fácil de abrir. Inúmeras trilhas de bicho cortam o substrato. Roedores e mamíferos pesados transitam constantemente por ali. Inesperadamente a retina redescobre os belos picos que serpenteiam os vales. Um a um é revisto como lugares pelos quais passei. Alguns já mais tocados por outras pessoas. Abre-se uma torrente de lembranças: aventuras, persistências, campings selvagens, riscos, frio, suor, domingos ensolarados, alegrias, esperanças, amizades e bambus muitos bambus. Transcorreu uma década e lá estava a urna do cume. Ao abri-la uma surpresa nos aguardava: o relato de Raimundo Minchetti, renomado guia de montanha, que em 2003 acompanhado de Alda Pacheco estiveram ali. Ano de 2012..... Começamos a reabertura de trilha em 1 de julho de 2012 com Ana Isabel Aguiar e Filipe Alvarenga. Essa pedra tem um significado especial para mim. Além de ser uma honrosa homenagem de meus valorosos amigos (Francesco Berardi e José Carlos Oliveira) ela instigou dois grandes montanhistas a estarem lá. Estou me referindo a Raimundo Minchetti (na época com mais de 70 anos) e Alda Pacheco (83 anos). Nas fotos há o relato deixado na urna de cume. De caligrafia difícil tentei transcrever. Alguns trechos permanecem intricados e deixo a imaginação de quem os lê.
“27/6/2003
Para chegar aqui tive de abrir uma nova.... que chamei de .... Pedra OESTE x Leste, nesta 3ª investida. Cheguei ao cume em – SOLO- às 14:20 no altímetro bateu a cota exata de 2005 m. A Alda Pacheco me ajudou muito e deixei em .... a 1 ª pedra. E ela ... muito amor que 83 anos. Ela merece uma.... do CEB.....com a valentia da Cláudia Bessa e a esquerda da Alda. A... esta na cota 1855m,..está lá, ..uma cruz.
Feliz... para a Cláudia Bessa. Bela montanha! Saímos da casa do Milton Fonseca às 5:32 cota 1210 m e chegada aqui 14:20. Já vou rapelar.”
* Ao retornar ele não encontrou mais a sua amiga de montanhismo que havia parado a poucos metros do cume. Seu corpo foi resgatado pelo corpo de bombeiros dias depois.
- Como chegar -
Seguir pela estrada Teresópolis-Friburgo, em direção à Nova Friburgo, passamos por Lúcios, entramos à direita onde há uma placa escrita: Saint Morris, na localidade de Vieira. Seguimos por essa estrada de terra batida pela via principal até a propriedade do Seu “Creude” ao sopé da Pedra do Paquequer.
