Pedra da Periquita
Parque Estadual dos Três Picos · PETP, Cachoeira de Macacu, RJ, Brasil
Classificação do percurso
Pesada
Como registrado na fonte: Caminhada Semipesada
- Data da conquista
- 27 de novembro de 2005
- Percurso
- —
- Duração
- —
- Desnível
- 0 m (+) / 0 m (−)
- Conquistadores
- Cláudia BessaFrancesco Berardi
Fotos
Tracklog do percurso
Baixar Tracklog- Distância
- 14,3 km
- Ganho
- 0 m
- Perda
- 0 m
- Altitude mín.
- —
- Altitude máx.
- —
Perfil de elevação
Este traçado não traz altitude nos pontos, então não há perfil para desenhar.
O percurso
Relato de exploração de 24 de julho de 2005
Comentários:
Inicialmente essa exploração seria para ver aonde terminaria uma possível travessia do Queixo da Mulher de Pedra ou Pedra do Oratório (denominação dada pela população de Cachoeira de Macacu). Através de uma pesquisa com os mateiros da localidade seria pela Fazenda do Carmo.O administrador é o Seu Reinaldo. A fazenda é tombada historicamente mas não tardará a tombar definitivamente. A área constituída de um imenso açude. Cuja finalidade é captar do Rio do Gato água de excelente qualidade para fornecer à fábrica de cerveja Schincariol. Este naturalmente diz desconhecer qualquer trilha. Encontrando estes obstáculos tentamos ver a viabilidade da trilha terminar no Subaio. Ali teríamos um trecho muito mais acidentado e fechado a percorrer. Como nada nos abate procuramos alguma montanha ansiosa por nos conhecer. Digo, procuramos algum cume para ser conquistado por três valentes homens da montanha e a minha valiosa participação. Foi aí que fomos parar em Castália – Cachoeiras de Macacu. Lá sabatinamos Seu Zezinho agricultor que já percorreu muito daqueles “trilhos”. Ali nos orientou a pegar a trilha do Cabral ou de São Miguel que leva à Santo Amaro (Cascataí) e no alto do colo descer em direção a crista de subida da Mariquita. Segundo ele não conhece quem tenha subido ali. Como começamos a exploração de maneira inusitada: já havíamos comido o lanche, já tínhamos feito a parada final da lanchonete, subimos sem mochilas e de sandálias (com exceção do Zé) deixamos o ataque ao cume para uma outra oportunidade. Vale ressaltar que por alguma associação mnemônica os três bravos excursionistas trocavam o nome de Mariquita para Periquita ambas são aves porém de família distintas.
Relatório da conquista:
Horários e Comentários:
Início na ponte (final da travessia São Lourenço x Castália): 08:50. Coordenadas: 23K0740960/UTM7519115, altitude: 284 m. 1º Travessia do rio: 09:25. 1ª Cerca: 09:40, descer à esquerda. Coordenadas: 23K0738525/UTM7520059, altitude: 543 m. 2ª Travessia da cerca e do rio: 09:43. Subir a direita: 09:45. 2ª Travessia de cerca: 09:50. Platô: 10:08. Coordenadas: 23K0739012/UTM7520121, altitude: 680 m. Entrar à direita, local em que retornamos da última vez: 10:43 / 10:50. Às 11:32, coordenadas: 23K0738460/UTM7520270, altitude: 953 m. Parada: 12:07. Coordenadas: 23K0738372/UTM7520347, altitude: 1.074 m. Saída: 12:30. Cume: 14:20. Coordenadas: 23K0738143/UTM7520826, altitude: 1.218 m. Saída: 15:05. Pedra Mirante: 15:08. Coordenadas: 23K0738154/UTM7520901, altitude: 1.207 m. Retorno: 15:15. Trilha principal: 16:20. 2º Cerca: 17:00. 2ª Travessia de rio: 17:05. 1ª Travessia de rio: 17:20. Carro: 17:40.
Comentários:
A previsão metereológica não era das mais promissora. Havíamos cancelado uma excursão oficial pesada por causa das chuvas. Havia uma chuva fininha caindo ao sairmos do Rio. Próximo a Cachoeira de Macacu as nuvens começavam a se dissipar. Caminhamos por cerca de duas horas com o tempo ao nosso favor até a uma densa cerração cobrir tudo. Mas como nosso lema é o que vier é lucro. Conseguimos chegar a mais um cume (ver o mapa do IBGE). Inexplicavelmente do pedaço que paramos anteriormente em diante foi reaberto. Enormes taquaruçus derrubados num golpe só. Duas cobras corais de cerca de cinqüenta centímetros jaziam na raiz de uma árvore. Percorremos trechos de trilha de caçador até o alto do cume. Até onde fomos a trilha parece descer seguindo em direção a São Lourenço. Berardi arrisca a dizer que vai até a Fazenda Campestre. Em alguns trechos abertos o GPS nos dava as coordenadas e altitude do local. Transferíamos estes dados para o mapa e sabíamos exatamente onde nos encontrávamos. No divisor de águas tínhamos de um lado Santo Amaro e de outro Castália, a frente São Lourenço. Podíamos imaginar a paisagem.
Observações
Relatório de 2023 MARIQUITA REABERTURA
Data: 15/11/2023 Localização: Castália - Cachoeiras de Macacu - Parque Estadual dos Três Picos - RJ Pedra da Mariquita: 14:05 / 14:40. Coordenadas: 23 K 738425 / 7521780 e altitude: 1.371 m.
Participantes: Carlos Eduardo Diniz Cláudia Bessa (guia) Filipe Alvarenga (guia UNICERJ) Filipe Assis (CEF) José de Alencar Lurdes (? - CEF) Marcos Bugarim Rafael (CEF)
- Horários: Início na ponte (final da Trav São Lourenço x Castália): 7:20 / 7:27. Altitude: 324 m. Saída da travessia para São Lourenço: 8:04. Altitude: 554 m. Rio Valério: 8:10 / 8:26. Trecho de rio: 8:37. Saida à direita da travessia para Guapiaçu: 9:20 / 9:27. Ponto de retorno do dia 4/11: 9:50. Acampamento de caçador: 12:25 / 13:30. Pedra da Mariquita: 14:05 / 14:40. Coordenadas: 23 K 738425 / 7521780 e altitude: 1.371 m. Acampamento de caçador: 15:25. Junção com a trilha da travessia Castália x Guapiaçu: 16:43 / 16:49. Trecho de rio: 17:16. Rio Valério: 17:32 / 17:58. Trilha da travessia para São Lourenço x Castália: 18:00. Ponte: 18:34.
Comentários: Essa é a segunda investida nesse ano para chegar ao cume da Mariquita e da Periquita. A primeira ocorrida no início do mês estava eu, Filipe e Willy Chein. Um grupo do Centro Excursionista Friburguense havia estado ali em julho. Eles haviam entrado em contato com Berardi e o clube para obter mais informações sobre como chegar aos cumes. Surpreendentemente a trilha estava bem suja e os bambus já começavam a obstruí-la. Fizemos um bom trabalho e até encontramos um filhote de coruja murucututu. Marcamos interclubes incluindo o Friburguense ao grupo. Invariavelmente ao atravessar o Rio Valério a melhor estratégia é tirar os sapatos. A água límpida e transparente é um convite para nos banharmos. Encontramos Kadu (Carlos Eduardo) na padaria em frente a rodoviária. Pela Avenida Castália encontramos com Filipe, Rafael e Lurdes. Deixamos os carros em frente ao depósito de bananas. Após apresentações subimos ansiosos e animados para a caminhada. O dia estava muito quente. Ao chegarmos a travessia do rio Valério estávamos completamente ensopados de suor. Os óculos embaçavam e das nossas roupas evaporavam água. Kadu prefere ficar ali por se sentir um pouco avariado por causa de um resfriado. Uma caninana bem alimentada posa para fotos e filmagem. Acuada procura uma arvoreta para subir e sumir. Mais a frente é a vez da participante do Friburguense desistir por estar muito lenta. Fizemos uma breve parada antes de sair da trilha da travessia. Prosseguimos pelo trecho bem marcado até atravessarmos um córrego seco e vemos com uma piscina enrolada no mato. A subida é íngreme por bambus. Até ganhar um trecho de mata limpa. Continuamos a progredir lentamente pelo caminho que outrora fora pisado por caçadores. O acampamento ainda está lá. Só que agora com inúmeras gaiolas e alçapões. A pedra pixada de esmalte. É nossa fauna sendo traficada e exterminada da mata atlântica. A história se repete, os ciclos de extrativismo atravessam os séculos em terras tupiniquim: primeiro a madeira, o ouro, a prata, a flora e a fauna. O calor drena nossas energias e nos sentimos mais cansados. Mesmo hidratando o tempo todo produzimos pouca ou quase nenhuma urina durante o dia inteiro. O taquaruçu possui espinhos em seus galhos que rasgam nossas vestes. Vamos contornando a crista por baixo pela direita até ascendê-la. Há vista para os Três Picos e alguns de seus cumes ao redor. Um mar de nuvens se forma transformando a paisagem. O vento sopra e dissipa uma parte. Comemoramos e improvisamos uma urna. No final o merecido banho de cachoeira. A participante do friburguense aguarda ansiosamente a chegada dos companheiros.
