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Selo do Centro Excursionista BrasileiroConquistasCentro Excursionista Brasileiro
Caminhada

Pico do Knupp

Serra da Boa Vista · Babilônia, Trajano de Moraes, RJ, Brasil

Classificação do percurso

Moderada superior

ClassificaçãoModerada superiorDe 4 a 6 h · até 18 km · 600–800 m (+) e 800–1200 m (−) · muitos obstáculos · piso irregular, com trechos em que é preciso usar as mãos
Exposição ao risconão registrado
OrientaçãoDifícilSem sinalização, muitas bifurcações, trechos de mata fechada ou laje com traçado tênue. Exige mapa e bússola ou GPS
InsolaçãoBaixaAté 33% do caminho com exposição ao sol
Tipo de percursoTrilhaIda e volta pelo mesmo caminho

Como registrado na fonte: Caminhada Semi Pesada

Data da conquista
18 de agosto de 2018
Percurso
6,4 km
Duração
Desnível
2.256 m (+) / 3.296 m (−)

Croqui

Tracklog do percurso

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Distância
235 km
Ganho
2.256 m
Perda
3.296 m
Altitude mín.
9 m
Altitude máx.
1.540 m

Perfil de elevação

977515400 m58,2 km116 km175 km233 km

O percurso

- Comentários: Saímos por volta das 18 h de sexta. Para variar perdemos um tempo precioso no trânsito na saída do Rio de Janeiro. Pegamos o Fitarelli, por volta das 21 h, na rodoviária de Friburgo. Ele nos aguardava desde das 19:30. Chegamos a Maria de Mendonça bem tarde por volta das 23:00. A quentinha nem tão quentinha nos aguardava. Ainda assim abrimos um vinho e celebramos o que estava por vir. Ficamos hospedados na única pousada existente no local a do Seu Manoel Knupp e dona Olanda. Dessa vez nos colocaram na ala vip da pousada. Ficamos numa casa, com 2 banheiros, cozinha, varanda, área de serviço e 4 quartos. A diária por pessoa é de R$ 40,00 com direito a café da manhã. Há roupa de cama, travesseiro, toalha, gás, geladeira, forno e fogão. Telefone de contato (22) 25646054. Há internet (rede wi fi) mas não há sinal para celular. O simpático casal sofreu no início do mês um acidente de carro. Seu Manoel tinha mais de vinte pontos na cabeça. Ela quebrou a clavícula. Os médicos não quiseram operar. Encontrava-se com o braço direito na tipóia. É no restaurante misto de bar, ao lado, que encomendamos a quentinha. A comida é farta, a entrega é rápida e o valor excelente (R$13,00). Amanheceu com nuvens baixas e uma garoa fina caía. Saímos os cinco no valente Uno do Berardi pela estrada de terra em direção à Babilônia. Ao chegarmos a propriedade somos recebidos como velhos conhecidos. Perguntam sobre nossas pretensões e torcem para que consigamos enquanto lutam para sobreviver da agricultura. Subimos pela estrada que leva até uma área de plantação abandonada. Cultivavam inhame cuja produção descia no lombo do cavalo. Hoje encontra-se coberta por uma capoeira. Inicialmente há uma picada paralela aos canos que captam água para irrigar a terra. Vamos cortando com cuidado para não acertar os canos até uma área ampla. Ali fazemos uma picada pela mata até cruzarmos para direita em um descampado. Atravessamos uma aguinha e na mata vemos marcas de alguém já ter passado anteriormente. Seguimos subindo por essa mata, deixando o traçado planejado de lado por causa do relevo e vegetação, alcançamos a crista. Paramos um pouco para lanchar, as nuvens pesadas se aproximam, permanecemos a abrir a trilha até a chuva desabar. Ensopados continuamos até ,às 14 h, num bambuzal quando resolvemos retornar. Na casa de Seu José somos recebidos com café quente e biscoito. Na segunda casa a do Seu João a filha vem trazendo a garrafa térmica. Pela estrada encontramos com Seu Ceí que também nos convida para um café. E assim retornamos fazendo uma social com os locais. À noite limpos e de banho tomado, após espalharmos o material para secar, tomamos vinho acompanhado de queijo, amendoim torrado e dos pinhões cozidos por Fitarelli. Aproveitamos para checar o percurso do dia seguinte. Jantamos e dormimos um sono leve. Ao mesmo tempo em que este é reparador recarrega as energias para o dia seguinte. O domingo surge com um céu azul de inverno. O sol seca tudo. Antes de tomarmos café arrumamos as malas para partimos. Ao chegarmos a propriedade dos irmãos João e José Knupp sabemos que o Jacu havia sumido. Eles cuidam dele desde que apareceu filhotinho no terreiro das galinhas. Alimentado com pão e milho a ave ficou domesticada. Atraído pelas cores das vestimentas empoleirou na mochila da Meike. Ali eriçou o topete e tentou bicar o cabelo. Empolgado com os excursionistas tentou nos seguir. Tivemos que espantá-lo para não ir para o mato. Começamos a caminhar tudo de novo até o ponto onde paramos no sábado. Joel e eu íamos na frente abrindo o caminho com os facões amolados por Berardi de manhãzinha. Fitarelli apesar do tamanho descia até o solo para cortar a trepadeira espinhenta que fechava o caminho. Meike carregava os bastões da galera que tanto atrapalhava quando estamos cortando a vegetação. Berardi reparava nossas falhas e ía observando o percurso. A paisagem chamava a atenção: Moleson, Serra dos Três Bicos, Frade de Macaé, Pedra da Freira, Serra do Deitado, Pompom, Pedra Aguda, Pedra Furada, Pedra de Santa Teresa e Parque Estadual dos Três Picos. Chegamos ao ponto elevado da Serra da Boa Vista do lado de cá. Denominamos de Pico dos Knupp. A nossa frente o ponto elevado do lado de lá e talvez o mais alto da serra. A beleza desafiadora da Pedra Projetada e a Pedra do Fogueteiro. Nos cumprimentamos bastante animados pelo resultado dos trabalhos. Ao chegarmos as casas somos saudados como heróis em conseguirmos alcançar o cume. Deixamos Fitarelli na rodoviária para pegar o ônibus das 19 h para Macaé. Retornamos para o Rio de Janeiro com a sensação de dever cumprido. Conversando com os locais não fica bem claro se subiram esse cume. Como encontramos a crista bastante fechada e ausente marcas de corte é bem provável que possa ser conquista.

Observações

Fonte / código de biblioteca: 3892

Registrado em 01 ago 2026 · última revisão em 14 ago 2026. Acervo do Centro Excursionista Brasileiro.