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Caminhada

Pico do São Joaquim

Pico do São Joaquim · PNSO, Guapimirim, RJ, Brasil

Classificação do percurso

Pesada · lance I

ClassificaçãoPesadaDe 6 a 8 h · até 24 km · 800–1200 m (+) e 1200–2000 m (−) · muitos ou grandes obstáculos · piso irregular, com trechos em que é preciso usar as mãos
Exposição ao riscoSeveroProbabilidade média de lesões de gravidade moderada a alta
OrientaçãoMuito difícilTraçado tênue ou inexistente, em mata. Em geral trilhas de exploração ou acesso a vias remotas. Exige navegação terrestre
InsolaçãoMédiaDe 33% a 66% do caminho com exposição ao sol
Tipo de percursoTrilhaIda e volta pelo mesmo caminho
Lance de escaladaItrecho técnico, na notação da escalada

Como registrado na fonte: Caminhada Pesada com lance de 1º grau

Data da conquista
24 de maio de 2009
Percurso
Duração
Desnível
2.928 m (+) / 3.147 m (−)

Fotos

Tracklog do percurso

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Distância
22,0 km
Ganho
2.928 m
Perda
3.147 m
Altitude mín.
259 m
Altitude máx.
1.657 m

Perfil de elevação

25995816570 m5,3 km10,6 km15,9 km21,2 km

O percurso

Horários e Comentários:

- 23/05/2009 –

Entrada na trilha: 07:50. Coordenadas: 23K0705173/UTM7511368, altitude: 411 m. Travessia de rio: 07:53. Bifurcação: 07:45. Travessia de rio: 07:52. Gruta: 07:54. Travessia de rio: 08:18. Gruta: 08:20. Rancho do Cavalo Branco: 08:24. Travessia do rio Soberbo: 08:32 / 08:50. Travessia do Rio Pimenteira: 08:54. Altitude: 655 m. Término da trilha paralela ao rio: 10:00. Água: 11:28. Última água antes do acampamento: 11:53 / 12:06. Acampamento: 12:38. Coordenadas: 23K0703293/UTM7513591, altitude: 1.346 m, 3,30 Km. Reabertura da trilha do São Joaquim: 12:43. Base do paredão: 13:48. Retorno: 15:00. Coordenadas: 23K0703113/UTM7513835, altitude: 1.523 m. Acampamento: 15:50.

- 24/05/2009 –

Saída para abrir a trilha do São Joaquim: 06:10. Base do paredão que contornamos pela direita: 06:29. Crista: 07:00. Laje: 08:25. Água: 08:28 / 08:38. Altitude: 1.584 m. Descemos por um grotão: 09:40. Vale: 10:20. Cume: 11:54. Coordenadas: 23K0702720/UTM7513606, altitude: 1.653 m. Saída: 12:35. Vale: 13:22. Altitude: 1.484 m. Água: 14:10. Laje: 14:15. Crista: 15:15. Base do paredão: 15:28. Acampamento: 15:40.

Comentários:

A previsão do tempo era boa. E não nos decepcionamos. Tudo parecia conspirar a nosso favor. Estávamos com o reforço de Marquinhos e Leonardo para ajudar a dividir o peso e abrir caminho. Fiorini levara a corda de escalada. Conseguimos uma excelente carona para todos do também guia Almir Siller. Dessa vez ninguém precisou subir a pé os quase 3 quilômetros do Serrano , onde deixamos os carros por quase três dias estacionados, até a entrada da trilha. De qualquer forma Márcio, Thiago e Fiorini subiram na frente. Para nossa surpresa subiram mais uma vez o Cavalo Branco. Ao chegarmos ao acampamento Berardi sugeriu que eu, Filipe, Leonardo e Marquinhos em vez de subirmos o Cavalo Branco fôssemos reabrir a trilha. Carregamos o máximo de quantidade de material lá pra cima. Enquanto isso ele iria montando os bivaques. Noite estrelada, temperatura agradável, bom papo, vinho e as sombras do contorno das monstruosas montanhas da Serra dos Órgãos compunham o cenário do nosso delicioso bivaque. Há algo interessantíssimo nessa crista: há um bloqueio da friagem típica de áreas altas. Como diz Fiorini é o calor da baixada que bloqueia o frio da serra. No contorno do paredão precisamos utilizar pelo menos três vezes, cordas de 28 m e fitas solteiras compridas. A vegetação frágil aliada a uma inclinação de mais de 50° graus na subida que contorna o paredão faz com que o solo ceda. No dia seguinte eu, Leonardo e Marquinhos saímos na frente com todo gás. Mais tarde, o sedento e a essa altura fedorento grupo se reuniu na água. Adiante Fiorini, Márcio e Thiago seguem em direção ao colo. Berardi, eu, Filipe e Marco Aurélio descemos, com auxílio de duas cordas de 28 m, por um grotão até o fundo do vale. Há uma água escorrendo por ali. Iniciamos a ascensão pela crista do São Joaquim por enormes raízes. A dez minutos do cume o grupo com Márcio e companheiros chegam por uma outra via. Juntos subimos ao tão almejado cume. Brindamos com estilo: vinho. A bebida dos deuses montanhistas. No dia seguinte levamos Marco Aurélio e Leonardo ao Cavalo Branco. (leia também o relatório). No passado, nos idos dos anos 70, havia um rancho denominado do Cavalo Branco. Plantavam-se bananas. Percebe-se claramente que o início da trilha essa estrada e mais adiante num platô com bananeiras julgamos ser ali o rancho. Daí em diante a trilha é muito acidentada. Transpondo blocos de pedras escorregadios, matacões com traiçoeiros buracos. Após a última água segue-se num trecho bastante íngreme. E essa trilha que leva ao Cavalo Branco que nos serviu para chegar ao São Joaquim. Segundo consultas realizadas nos históricos do clube a conquista desta montanha é atribuída nos anos 40 ao CEB. Porém não há nada que comprove esse fato. Pois não há relatórios, artigos no boletim nem tão pouco o nome dos conquistadores. Ao subirmos não encontramos urna ou qualquer indício de passagem humana. Por esta razão concluímos ser essa a sua primeira subida. A vista do local é imperdível. É uma da mais belas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Vemos o Cara de Cão por baixo, Três Marias, Dedo de Deus, Agulha do Diabo, Mirante do Inferno, Escalavrado, Dedo de Nossa Senhora, Dedo de Deus, Cabeça de Peixe, Garrafão, Muquém, Quatis e Duas Vertentes.

Observações

Fonte / código de biblioteca: 3868

Registrado em 01 ago 2026 · última revisão em 09 set 2026. Acervo do Centro Excursionista Brasileiro.