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Caminhada

Serra da Malhada Branca

Serra da Malhada Branca · Parque Est. do Desengano, São Fidélis, RJ, Brasil

Classificação do percurso

Moderada

ClassificaçãoModeradaDe 2 a 4 h · até 12 km · 400–600 m (+) e 600–800 m (−) · com obstáculos · piso irregular
Exposição ao risconão registrado
OrientaçãoDifícilSem sinalização, muitas bifurcações, trechos de mata fechada ou laje com traçado tênue. Exige mapa e bússola ou GPS
InsolaçãoMédiaDe 33% a 66% do caminho com exposição ao sol
Tipo de percursoTrilhaIda e volta pelo mesmo caminho

Como registrado na fonte: Caminhada Moderada

Data da conquista
13 de junho de 2009
Percurso
Duração
Desnível
15.526 m (+) / 14.710 m (−)

Fotos

Tracklog do percurso

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Distância
404 km
Ganho
15.526 m
Perda
14.710 m
Altitude mín.
-1.500 m
Altitude máx.
1.624 m

Perfil de elevação

-15006216240 m96,2 km192 km289 km385 km

O percurso

Horários e Comentários:

- DIA 11/06 -

Saída do Rio: 6:20. Igreja Batista, propriedade do Seu Didinho: 14:00. Coordenadas: 24K0203237/UTM7582737, altitude: 825 m. Saída da Igreja Batista: 14:50. Coordenadas: 24K0203178/UTM7582718, altitude: 843 m. Saída da estrada principal, pegar a estrada da direita: 15:00. São cerca de 1,81 Km. Casa da Dona Alcinda: 15:08. Início da caminhada: 15:23. Coordenadas: 24K0204894/UTM7583863, altitude: 745 m. Porteira: 15:55. À esquerda / à direita vai pro Poço Parado: 16:13. Ponte: 16:28. Casa de Adenílson: 16:51. Coordenadas: 24K0207950/UTM7582629, altitude: 1.010 m.

- DIA 12/06 - Saída do acampamento: 07:50. Coordenadas: 24K0207914/UTM7582597, altitude: 1.002 m. Porteira: 07:55. Cerca: 08:00. À esquerda / à direita vai para Nova descoberta – Toca do Campista: 08:05. Parada para lanchar: 12:20 / 12:50. Saída: 14:31. Bifurcação: 15:57. Cerca: 16:05. Porteira: 16:10. Acampamento: 16:13.

- DIA 13/06 –

Saída do acampamento: 09:17. Coordenadas: 24K0207916/UTM7582608, altitude: 1.014 m. Porteira: 09:22. Cerca: 09:25. À esquerda / à direita vai para Nova descoberta – Toca do Campista: 09:34. Parada para lanchar: 12:20 / 12:50. Cume: 11:00. Coordenadas: 24K0208429/UTM7581649, altitude: 1.619 m. Saída: 12:15. Bifurcação: 13:15. Cerca: 13:24. Porteira: 13:28. Acampamento: 13:30. Saída da casa do seu Adenilson: 14:14. Pinguela: 14:40. Saída da trilha entrada na estrada:: 15:00. Carro: 15:22 / 15:49. Igreja Batista: 16:00. Saída da Igreja Batista: 16:30. Coordenadas: 24K0203181/UTM7582726, altitude: 826 m.

Comentários –

Fomos recebidos com entusiasmo por Seu Didinho. Ofereceu-nos mais uma vez sua casa para ficarmos. Este senhor, funcionário da prefeitura, possui uma vendinha e é o responsável em tomar conta da Igreja Batista. Para termos certeza do sucesso resolvemos acampar na propriedade de Seu Adenilson ao pé da serra. Na falta de um veículo com tração nas quatro rodas Berardi alugou outro veículo com quatro patas. O menino Sávio foi conduzindo o animal. O cavalo carregou no lombo o material mais pesado até o sítio. Deixamos os carros na propriedade da Dona Alcinda. Redistribuímos os nossos pesos e partimos pela bela tarde de fim de outono. Somos recebidos na trilha por Seu Adenilson. Um simpático senhor de setenta e quatro anos que nos permitiu ficar em sua propriedade. Inclusive ofereceu sua casa para nos abrigar. Á noite vinha fumar um cigarro feito de fumo de rolo e prosear. Mora a quarenta e seis anos no lugar e não tem conhecimento de alguém ter subido a serra. À noite com céu estrelado cedeu lugar a um intenso nevoeiro. No dia seguinte havia breves momentos de chuva durante a manhã. O senhor Adenilson, com muita disposição, nos conduziu por um caminho na mata que deixava ao sopé de nosso objetivo. Isso nos poupou um tempo enorme. Pelo pasto acima da casa seguimos paralelo ao rio da esquerda. Passamos por uma cerca. Numa área em recuperação pelo desmatamento. Prosseguimos por uma crista coberta de samambaias taperas. Onde se tem uma boa vista do Castelo Imperial Japonês. No final destas samambaias invasoras, um pequeno trecho de mata que nos prepara para uma subida abrupta. Numa crista cuja vegetação alterada faz com que o solo seja bastante escorregadio. A terra desce. No fim desta colocamos o pé na serra. Penetramos em bambus de campos de altitude entrecortados por trechos de laje. Recobertos de musgos, Cladonias sp., imensas touceiras de orquídeas e bromélias. Grande parte do caminho é descoberta e não há água para reabastecer os cantis. Fizemos o cume debaixo de uma cerração. Que alguns do grupo desconfiaram ser realmente o ponto mais elevado da serra. O tira teima só poderia ser feito com tempo aberto. Na segunda noite somos surpreendidos por uma chuva forte, raios, trovões e rajadas de vento. As barracas resistiram bravamente ao pequeno dilúvio. O vento soprou a chuva para outras bandas. Apesar da noite turbulenta acordamos dispostos a subir mais uma vez para termos certeza do cume. E assim caminhamos pela vegetação úmida encharcando nossas vestes. Ao apontarmos nas lajes vemos cachoeiras formadas pela chuva nas encostas. Uns pingos vertem sobre nossas cabeças. Mas preces silenciosas são feitas. E no cume, lá pelas doze horas, somos recompensados. A fantástica vista das lagoas do Norte Fluminense parecem até estarem próximas. Seguimos pelo litoral até Rio das Ostras. Destacando-se o Frade de Macaé. O deslumbrante conjunto de montanhas do parque: Serra do Marial, Pedra do Desengano, Serra do Itacolomi, Serra do Boi Branco, Morro Encantado.... E inúmeros outros picos nos esperando. As mochilas cargueiras já estavam prontas. Inserirmos a mochila de ataque. Berardi bebeu o delicioso café orgânico produzido ali mesmo e nos despedimos prometendo um dia voltar. Seu Adenilson tem duas residências: Rua Reis Magos, casa 12. Bairro São Vicente / São Fidélis; Rua Santo Amaro, apto 18. São Fidélis. Pernoitamos em São Fidélis no Hotel São José.

Observações

Fonte / código de biblioteca: 3869

Registrado em 01 ago 2026 · última revisão em 07 set 2026. Acervo do Centro Excursionista Brasileiro.